Com a galopante procura que este blog tem visto recentemente [aviso: ironia presente na frase anterior] decidi escrever mais qualquer coisa. Anteriormente falei-vos de uma das regras de ouro da escrita - saber quando parar. Agora posso desvendar mais uma - ter uma ideia, por mais vaga e geral que seja, do que se vai escrever, antes de o fazer. Nem que seja só o tema ou uma simples palavra que sabemos que vamos mencionar. Acontece que temos um problema - estou a quebrar mais uma das sábias indicações de professores e grandes génios da literatura. A verdade é que não tenho a mais mínima das noções da razão deste texto. Nenhuma! Acontece portanto que estão presos aos meus caprichos sinistros e que continuarão a ler o que eu for escrevendo, sem poderem resistir. Gosto deste tipo de poder. Tem piada que ainda não almocei e já vi dois documentários diferentes daqueles sobre o espaço (que tanto gosto, mesmo) em que, por dois motivos distintos, sentenciam o nosso infeliz planeta a uma morte lenta e dolorosa. E visto termos o nosso tempo neste plano de existência bastante contado, que melhor aproveitamento que escrever como se não houvesse amanhã para que um grupo imenso de desocupados [leia-se - vocês] perca um tempo valioso que bem poderia ser investido em alguma actividade interessante como um cinema, uma praia ou a leitura de qualquer bula de remédios. Agora que tenho a vossa atenção, posso iniciar o meu devaneio. Como já devem ter reparado, por vezes uso o "parentisis recto" [este sinal - [texto a ser inserido]] para fazer um comentário que me pareça válido e oportuno. Era só para fazer o esclarecimento, embora provavelmente já tivessem percebido isso antes. Mas adiante. Acontece que este texto até vai chegar a algum lado muito concreto. Quando e qual, não sabemos [nem eu nem vocês] mas acredito que seja brevemente. Até lá, as minhas sinceras desculpas. Enquanto aguardamos pacientemente por esse momento mágico sugiro que paremos um minuto para reflectir sobre como programas como Os batanetes podem ser considerados um dos sinais do Apócalipse, ou, no mínimo, um forte indício do declínio acentuado e irreversível da sociedade ocidental moderna. Sempre achei piada à ideia de ser professor. Acho que gosto de ensinar mas a carreira de educando nunca me apelou muito, talvez pela rotina repetitiva e relativamente redundante de recitar a mesma matéria todos os dias e esperar as mesmas respostas. [pontos extra a quem descobrir a figura de estilo presente]. Ainda assim, e para terminar em beleza, acho que vos ensinei uma valiosa lição acerca de perdas atronómicas de tempo. Obrigado pela atenção. Espero mesmo que tenham aprendido e que ao voltem outra vez a cair em esparrelas de tipos que não se calam enquanto voês não param de ler as tuas idiotices. Tenham atenção a isso na vida, é importante. O tempo é um bem escasso e, portanto, precioso [ou vice-versa - precioso e, portanto, escasso. Hum, pensando bem, o vice-versa não funciona tão bem, vá esqueçam lá o vice-versa, fiquemo-nos só pelo escasso e, portanto, precioso.] que não deve ser desperdiçado e esbanjado. Hum, estava aqui a pensar na possibilidade de viagens no tempo e tive uma revelação. Pensem comigo. Eu sempre pensei que a razão pela qual nunca poderia haver viagens no tempo é que se em algum ponto no futuro, por mais distante que fosse, chegassemos a um ponto tecnológico que nos permitisse viajar no tempo, bem, já saberíamos porque certamente que já teriam visitado e haveria registo disso mesmo nestes dois ou três milhares de história da humanidade com alguma fiabilidade de factos. No entado ocorreu-me agora. Se o tempo é, de facto, infinito, como parece que sim, então que alguém no futuro tivesse visitado este espaço tão absolutamente infímo de tempo que são estes tais dois ou três milhares de anos não passa de uma probabilidade rídula, comparada com os milhares de milhões de biliões de anos que poderiam ser visitados. Enfim, se chegaram a este ponto, podem ter aprendido alguma coisa sobre viagens no tempo mas de certeza que não aprenderam puto sobre aquela primeira lição já que voltaram a perder um tempo que nunca mais terão de volta.....

2 Comments:
em primeiro lugar, muitas pessoas visitam este blog mas mt poucas têm a capacidade de assumir publicamente a sua vertente estúpida.é por isso q n comentam!
qt a ti, meu amigo, deixa de ser manipulador e aborrecido, faz as malas e vai pa república do Togo, que fazes lá falta, ou então começa a escrever pó "diga ao manel"!ehehe
Estou a brincar, claro!ler-te é uma tarefa deveras prazerosa !
genial, a reflexão sobre as viagens no tempo...
:)
Bem eu hoje estou numa de deixar comments nos blogs...provavelmente porque a alternativa para ocupar o meu tempo seria a estudar a formação de alcoois a partir de cetonas e aldeídos, através de reacções de oxidação-redução e por livro que pesa aí uns 7 quilos...
Tal como tu, não sei bem o que escrever...mas eu, quando não sei o que escrever, não escrevo mesmo nada de jeito, enquanto que tu... tens a arte de fazer um texto com interesse a partir de nada, simplesmente divagando sobre uma data de assuntos desinteressantes. Enfim... tornas o desinteressante em interessante e com imensa piada!!
bjs ;) Leonor
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