quarta-feira, abril 06, 2005

Gosto de roupa interior confortável. Também gosto de partilhar. No entanto, não gosto de partilhar a minha roupa interior confortável. Mas não é disso que vos venho falar hoje. Mudança abrupta de tema. Tinha começado um texto e acabei de apagar tudo. Vocês nunca na vida verão o que eu tinha escrito! MUAAHHAHA. Mas enfim. Agora que me deparo com a fragilidade inerente do chamado rascunho, proponho teclar umas linhas sobre a efemeridade da vida contando a história de Carlos, o tipo. Carlos, o tipo, ou simplesmente Carlos, ou simplesmente, o tipo, era, surpresa, um tipo. Acontece então que Carlos achava-se imortal. Como nunca tinha morrido, tinha certeza que isso não aconteceria. Era provavelmente por isso que dormia sem peúgas, não tinha receio de ficar constipado - embora a sua fobia de agrafos também justificasse o estado sem meias. Tinha ainda uma fixação muito sinistra com a música "Todo o tempo do mundo", que cantava sempre que estava na casa-de-banho ou a pintar pratos (nunca quando estava na casa-de-banho a pintar pratos, aí cantava simplesmente a 9ª sinfonia de Chopin). Carlos nunca tinha lido um livro, por achar que tinha tempo para ler todos na sua relaxada eternidade. Também, não sabia ler já que na 1ª classe faltou à aula em que os miúdos aprenderam o "L" e isso tramou todo o esquema, pelo que nunca mais conseguiu ler, mesmo sabendo todos os outros caracteres. Também nunca se tinha apaixonado, por acreditar sempre que ia encontrar a mulher perfeita algures no tempo. E a vida andava e Carlos, com 35 anos, tinha feito muito pouco neste plano de existência - um cinzeiro de barro aos 8 anos e pouco mais. Um dia um piano caíu em cima de Carlos e ele faleceu.
The End
Moral da História - comprem tudo a prestações, pode ser que não tenham que pagar algumas!

2 Comments:

Blogger mj said...

Pedro, no seu esplendor... eheh!

lol, mas so fiquei a pensar como é que um piano lhe caiu em cima. Não costumam andar por aí a cair pianos do céu. facto curioso. passível de esclarecimentos mais aprofundados.

Só um pormenorzito despretencioso: Não terás querido dizer... a nona sinfonia de BEETHOVEN?
:D loooool!

12:33 p.m.  
Blogger mj said...

mas gostei da alusão ao meu cão. :)

11:43 a.m.  

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