domingo, março 19, 2006

Operação Mercado, Super

O Super-Mercado é um mundo extremamente complexo. Diria até que é , para a maior parte das pessoas, o mais próximo de uma operação militar de que se pode participar. O primeiro passo é definir a estratégia - somos do tipo ultra-organizado-com-listas-detalhadas ou mais criativo, do género "ah isto com sabor a mel pode ir pró carrinho". Acho que devemos optar pelo caminho que mais se encaixa com a nossa personalidade, não há nada mais triste que um desorganizado a tentar seguir uma lista. Uma boa opção para quem se quer despachar é selecionar uma equipa, para que as tarefas possam ser divididas - vemos muito isto nas famílias - o pai vai escolher os enchidos, o filho mais velho vai buscar o queijo e o puto mais novo abre pacotes de bolachas para desespero da mãe. Dos muitos obstáculos, destacam-se o evitar das barraquinhas de provas a cada corredor que tentam impingir o novo sabor manhoso de determinado produto (ainda ontem vi um tipo que acabara de provar um yogurte novo dizer "mas não tenho que comprar isto pois não?" devia ser saboroso). Não só temos que recusar as ofertas a cada 3,2 metros como temos que nos esquivar das hordas de velhinhos que, ao que parece, vão para essas barraquinhas fazer as suas refeições (comem um queijinho ali, uma salsicha acolá e daqui a pouco estão a experimentar as novas batatas fritas) [Por falar em batatas fritas, já viram que há cada vez mais sabores diferentes e cada vez menos batatas "simples"? Eu acho que se me apetecesse sabor a azeitonas, pizza ou presunto, não seria mais fácil comprar esses produtos em vez de batatas com esse sabor? mas enfim, adiante]. As pessoas só deviam poder pegar num carrinho de super-mercado quando tivessem provado na prática que estão aptas para o fazer, porque claramente, a maior parte das pessoas não sabe. Têm inclusivamente um talento superior para estacionar nos piores sítios e para não conseguirem fazer as curvas. Depois temos aqueles sítios com as senhas, o queijo, a carne e etc. estes locais têm a particularidade de trazer o pior do ser humano à superfície. Já alguma vez estiveram na fila, com o número 29 suponhamos, e o 17 não apareceu? Ficamos felizes. Não sabemos se ele se esqueceu, se se perdeu ou se partiu uma perna. E qualquer que seja, continuamos felizes porque estamos um pouco mais próximos do nosso objectivo de desaparecer dali pra fora. O pior é quando ele aparece dali a pouco, já estamos nós no nº 23 e lá vem ele, com um ar de perdido e diz lá à senhora do queijo "ah.. desculpe.. não vi, era o 17.. importa-se?" e ela aceita, e agora ficamos nós irritados. Mas que porra é esta? Então pra que servem os números? Que esquema manhoso é este pra nos lixar? Ainda por cima tentam chular-nos todas as vezes quando metem 230 gramas em vez das 200 que pedimos, os sacanas. Até aquela última fase, a do pagamento, é terrível. É o maldito do tapete rolante que derruba tudo, é aquela família ao nosso lado que é way too organizada - um tira as coisas do carrinho, outro abre os sacos, o outro empacota, há um que paga... e quando está tudo pronto só conseguimos pensar... "prá semana há mais".

1 Comments:

Blogger Chicotadas said...

LOLOL...é por isso que eu evito os super-mercados! é muito à frente pra mim, por isso arranjei namorada! é a soluçao Pedro, pensa nisso:P (tou ciente das consequencias do que acabei de escrever, n te preocupes;)
Escreve mais, porque escreves bem, porque me fazes rir...:)
abraço

7:25 p.m.  

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